
“Chateaubriand na Revolução de 30”. —>>> Escrita pelo jornalista Moacir Pereira e produzida pela Editora doisporquatro, a obra documenta a trajetória do fazendeiro Cesar Martorano e um episódio decisivo ocorrido na Serra Catarinense.
Com 150 páginas e prefácio de Rogério Martorano, filho do homenageado, o livro detalha como o jovem Cesar Martorano impediu o fuzilamento de Assis Chateaubriand, então um dos homens mais influentes da imprensa brasileira, no início da Revolução de 1930.
O relato é avalizado pelo jornalista Fernando Morais, autor da biografia de Chateaubriand, que assina um comentário na contracapa. – A obra explora como esse acontecimento ajudou a projetar São Joaquim no cenário nacional, por meio da cobertura dos veículos dos Diários e Emissoras Associados no eixo Rio-São Paulo.

O lançamento inicial em São Joaquim, no dia 9 de abril de 2026, foi escolhido pelo autor como uma homenagem à comunidade serrana. O projeto teve o apoio da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura de São Joaquim, representada na cerimônia, pela professora, Maria Alice de Souza.

– Na entrevista à imprensa que cobriu o evento, após o encerramento da cerimônia, Moacir destacou a empatia com as pessoas e o carinho com que sempre foi recebido em São Joaquim.- “Todas as vezes que venho aqui, encontro uma temperatura humana extremamente acolhedora. O frio é compensado pelo calor humano do povo joaquinense”, afirmou.
– Para ele, a história de César Martorano um episódio de grande relevância para Santa Catarina e para o Brasil. Segundo o autor, durante a Revolução de 1930, Assis Chateaubriand chegou a São Joaquim sendo confundido com um espião e acabou colocado diante de um pelotão de fuzilamento. Foi então que César Martorano, que atuava como correspondente dos Diários Associados, apresentou documentos que comprovaram a identidade de Chateaubriand, evitando sua execução.

Moacir Pereira destacou ainda que a relação construída entre Assis Chateaubriand e a família Martorano trouxe grande visibilidade nacional para Santa Catarina ao longo das décadas, especialmente para São Joaquim e a Serra Catarinense, contribuindo para divulgar o frio, a neve, a maçã e, posteriormente, os vinhos de altitude.
A noite de autógrafos do jornalista e escritor, Moacir Pereira, fez parte da programação cultural da Festa Nacional da Maçã, reforçando a importância da preservação da história regional e da valorização das personalidades que ajudaram a construir a identidade histórica de São Joaquim e de Santa Catarina
Fonte e Fotos: Schaina Marcon e Wagner Urbano
Edição: Lúcio Colombo


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