O VINHO E A SELEÇÃO BRASILEIRA

  • A seleção já diz no seu nome: – um “reservado” de “craques”  escolhidos a dedo, que no fim, na maioria das vezes não dão o resultado esperado. —  Os motivos são vários, entre eles, a falte de   tempo hábil  para treinos, físicos e técnicos, o  entrosamento é demorado, além da falta de uma convivência mais prolongada dos convocados.

 – Sobre o vinho, muito consumido nessa época, alguns produtores também reúnem em uma só garrafa, dois ou três tipos de vinhos fabricados com diversas castas de uvas de qualidade. – No entanto, o conjunto da obra (a mistura), invariavelmente também não “finaliza”, a exemplo do que faz a seleção brasileira de futebol. Não adquire  identidade, personalidade, aroma e sabor únicos. Fica uma mistura de “carimbó”,  sem personalidade e sem sabor definidos.

– Isto é: – o resultado final de sabor e  aromas do vinho misturado nem sempre agradam o paladar  de quem  aprecia o “Rei Baco”, em especial, os conhecedores da bebida, que entendem de “corte”, “blend”,  “reservado”, ou do tal “assemblage”.  

– Quem possui paladar mais apurado, prefere degustar cada uva  (varietal) no seu “quadrado”, ou garrafa, como queiram. –  No caso dos jogadores, o torcedor exigente prefere que ele esteja atuando  no  seu clube do coração, arrasando e sempre fazendo uma sacolada de gols.  

— Na seleção, a maioria deles que atuam em mega clubes na Europa, Ásia e Oriente Médio, quando entram em campo exibindo suas coloridas chuteiras de marca,  patinam, atrasam demais a bola, se enrolam, tocam demais a bola, querem jogar sozinhos, ensaboam demais,  esquecem de passar a bola, e logo ali perdem o controle da redonda, e na hora da finalização – quando finalizam – é aquele desastre. – Confere?  — De cada 10 escanteios cobrados, raramente um é convertido em gol.

– Explicando: – alguns especialistas dizem em português, Vinho com Corte, ou ostentam em rótulos coloridos, a palavra “Reservado”. já em inglês é o Blend; e no francês, Assemblage.

– No caso da seleção, qualquer uma dessas denominações, em qualquer idioma, é a mesma coisa. – Para o público que não conhece essas siglas, os enganadores alegam que a idéia é para melhorar a qualidade do vinho, tornando-o mais rico em aromas e sabores, mais complexo e mais equilibrado, o que nem sempre “finaliza”  com sucesso no paladar dos degustadores.  

–  Comparando o vinho com a seleção, o aglomerado de craques, nesse caso, também é a mesma coisa: – nem sempre se alcança o objetivo, por melhores que sejam as intenções.  

– São os mesmos protagonistas que arrazam em seus clubes, mas  “patinam” na seleção. – Amarga e dolorosa constatação: – a seleção brasileira que já está nos Estados Unidos para disputar a Copa, apenas mostrou que é mediana e inexpressiva.  Goleada em time fraco, não quer dizer muita coisa.

– A safra de jogadores supostamente craques, na maioria das vezes na seleção, se mostram inoperantes. – Muitos adversários não tremem mais, quando enfrentam a camisa amarelinha, não têm mais medo da seleção brasileira. – Até a inacreditável e inespressiva Venezuela perdeu o respeito. Vígeee….  

— Pra começar, não temos mais treinadores brasileiros, a safra dos bons está no final. — Estão ficando velhos, se aposentaram ou já morreram. –  Jogadores não obedecem mais, seja quem for o técnico, não o levam a sério. O tal de vestiário funciona muito pouco.

 — Alguns atletas com talento continuam devendo, e muito. – A propósito, Vini Junior é inconsistente. É muito ansioso, nervosinho, cheio de “não me toque”, marrento e xarope demais para o gosto da maioria dos torcedores brasileiros. 

– Os lacradores de plantão, “adoram” o chororô forçado do bebezão.  – Muitos torcedores  o consideram humilde, coisa que não se encaixa com o seu comportamento em campo e até fora dele. Ele nasceu numa família humilde, o que não é demérito pra ninguém.  O que nós brasileiros, torcedores angustiados queremos do jovem atleta ? – Um jogador exemplar, que jogue bola de fato, o que ele saber fazer muito bem.  

-– Agora, a convocação do Neymar, embora tenha causado muita polêmica, ela se justifica por si só.  – Pela sua imagem, pela sua história de craque alegre. – Embora lesionado, o Mister e a torcida brasileira,  acreditam nele e no seu carisma, que empolga fãs de todas as idades e nacionalidades. – A expectativa em torno dele é imensa. — A ansiedade de vê-lo em campo é instigante. – Acredito que, as poucas atuações que deverá ter nessa copa, sejam iluminadas para levar o Brasil  para a final. – Ney é um vinho maturando, que, do alto dos seus 34 anos, talvez possa dar-nos o prazer de degustarmos vitórias com aromas e sabores bem brasileiros.

– O que não pega bem, principalmente para a imagem da seleção brasileira aqui e no exterior, é que alguns jogadores se acham muito.

– O Brasil participa da copa de 2026, sem mais aquele protagonismo de antigamente. –  O hexa  está ao alcance dos brasileiros, sim, desde que o “Mister” Carlo Ancelotti, com sua paciência e o suposto controle de nervos à base de muito chiclete, faça  algum milagre,  que salve   o nosso saudoso futebol arte, raçudo, eficiente, e melhore o comportamento dos  nossos craques, dentro e fora das quatro linhas.  

– Se essa geração de “mimimís-mauricinhos” soubesse o quanto o nosso saudoso Pelé (camisa 10), sofreu de Bulling, xingamentos, mil porradas, manifestações racistas e até ofensas pessoais, das mais horrendas possíveis, deixariam de lado esse egocentrismo infantil, de olhares recorrentes ao telão para ver como está o seu novo penteado , e a sua imagem de galã das galáxias.

–  Seguiriam em frente, sem se importar com críticas, jogando bola de fato, honrando a gloriosa camisa da seleção, merecendo as fortunas que ganham, seguindo o exemplo do garoto humilde nascido em Três Corações-MG, e do “jovem”  português, Cristiano Ronaldo, que, com  41 anos, ainda  está mandando bem dentro e fora das quatro linhas.

– Vamos torcer pelo Exa sim! Somos cristãos de muita fé, e que o milagre se concretize.              

A distinção é mais simples do que parece. Em geral, “reserva” costuma ter um  sentido mais técnico e ligado a regras de produção, geralmente denominando vinhos de uvas de castas nobres, enquanto “reservado”

Texto: Lúcio Colombo – Filiado à Abrajet/SC  — Ex-repórter esportivo das Rádios Canoinhas e Santa Catarina AM, de Canoinhas; Rádio Universo (AM-OC), de Curitiba-PR; Rádio Guarujá (AM-OC), de Florianópolis e Radio União AM, de União da Vitória-PR

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